O fundo imobiliário KNIP11 registrou resultado de R$ 52,1 milhões em fevereiro, o maior lucro dos últimos três meses, e distribuirá integralmente R$ 0,65 por cota aos investidores. A performance mensal foi sustentada principalmente pelas operações com CRIs, enquanto os instrumentos de caixa tiveram contribuição adicional moderada, compensando parcialmente as despesas do período.
A receita veio sobretudo dos CRIs, que somaram R$ 53,7 milhões, ao passo que os instrumentos de caixa adicionaram R$ 3,9 milhões. As despesas totalizaram R$ 5,5 milhões, preservando a capacidade de geração de caixa do fundo. Com cota média de ingresso de R$ 102,96, o dividendo do KNIP11 implica rentabilidade mensal de 0,63% aos cotistas.
No comparativo com referências de mercado, o retorno equivale a 63% da taxa DI do período. Considerando o gross-up do Imposto de Renda a 15%, o rendimento alcança aproximadamente 74% do CDI, patamar consistente para fundos de crédito imobiliário com predominância de CRIs indexados à inflação.
A gestão destacou que a dinâmica recente dos rendimentos reflete o comportamento dos ativos atrelados ao IPCA. Os CRIs com correção inflacionária incorporam aos resultados mensais a variação do índice com defasagem de dois meses, o que afeta o carrego no curto prazo conforme os dados divulgados.
Os números de fevereiro capturam majoritariamente as leituras de inflação de dezembro e janeiro, ambas em 0,33%. Com índices em patamar baixo, houve impacto negativo marginal sobre a geração de resultado no mês, ainda que compensado por spreads de crédito robustos e pela disciplina na alocação.
Carteira, alocação e novos investimentos
Ao fim de fevereiro, o portfólio do fundo imobiliário KNIP11 apresentava alocação de 102,9% do patrimônio em ativos-alvo, com 7,0% direcionados a instrumentos de caixa para gestão de liquidez. A carteira de CRIs tinha taxa média marcada a mercado de IPCA + 9,91% ao ano e duration de 3,9 anos, reforçando o carrego real.
Durante o mês, o fundo investiu R$ 32,2 milhões em CRIs da série Creditás – 154 (Sênior), remunerados a IPCA + 9,61% ao ano. Esses títulos são lastreados em carteiras de recebíveis de home equity, com boa diversificação e baixos níveis de LTV, contribuindo para um perfil de risco de crédito mais controlado na composição do portfólio do dividendo do KNIP11.