O BRCR11 confirmou a manutenção do valor de R$ 0,41 por cota pelo oitavo mês consecutivo, reforçando a previsibilidade de sua política de distribuição. O pagamento, referente à competência de novembro de 2025, ocorrerá em 15 de janeiro de 2026. Com base no fechamento de dezembro (R$ 45,95), o dividend yield mensal fica em 0,89%, alinhado ao histórico recente do fundo.
Para receber os proventos, os investidores precisaram manter posição até o fim do pregão de 8 de janeiro. Os dividendos do BRCR11 seguem isentos de Imposto de Renda para pessoas físicas, conforme a legislação vigente aplicável à maioria dos FIIs listados no Brasil. Essa característica segue como um diferencial para o investidor de renda.
O BRCR11, criado em 2007, é um dos maiores FIIs de lajes corporativas da bolsa brasileira. A estratégia do fundo foca em ativos bem localizados em grandes centros, com gestão ativa para retenção e atração de inquilinos. Entre as frentes de atuação estão renegociações contratuais, modernização de ativos e reciclagem de portfólio.
Em dezembro de 2025, a vacância financeira foi de 10,5% da receita potencial, enquanto a vacância física atingiu 11,5% da ABL do portfólio do FII BRCR11. A área vaga se concentra em ativos específicos: Torre Almirante (11.653 m²), EZ Towers (1.401 m²), MV9 (1.015 m²), Sucupira (765 m²) e Eldorado (1.880 m²). Esses números direcionam a priorização comercial da gestora.
No caso do Eldorado, a multa rescisória mitigou integralmente o efeito da saída do inquilino, preservando o resultado do mês. A gestão reporta negociações avançadas para nova locação no ativo, com condições comerciais superiores à média histórica, o que pode reduzir vacância e elevar receita recorrente.
O endividamento do fundo imobiliário BRCR11 permaneceu estável em novembro de 2025, com obrigações ligadas às aquisições do Diamond Tower e do Torre Almirante. Em abril, a gestora rolou a dívida que venceria em 2025, estendendo o prazo por 24 meses e ampliando a flexibilidade financeira.
A obrigação do BRCR11 apresentou melhora nas condições: o spread caiu de CDI + 3,50% a.a. para CDI + 1,90% a.a., refletindo menor custo de capital. Esse ajuste, somado à gestão ativa e aos esforços comerciais, sustenta a estabilidade da distribuição e o potencial de melhoria operacional ao longo de 2026.