O fundo imobiliário HOFC11 (HOFC11) revisou para R$ 68,7 milhões o valor de venda da totalidade das unidades autônomas do Edifício Birmann 20, localizado na Avenida das Nações Unidas, nº 17.891, em São Paulo. O preço anterior era de R$ 72 milhões e o ajuste foi formalizado por meio do segundo aditivo ao compromisso de compra e venda do ativo.
A alteração decorre de levantamento técnico da compradora, confirmado pelo fundo, que identificou necessidade de correção da área do terreno. A atualização considerou um estudo topográfico que apontou divergência entre a poligonal descrita nas matrículas e a área efetivamente medida, além de reflexos de um processo de desapropriação de 1975.
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- Valor ajustado da transação: de R$ 72 milhões para R$ 68,7 milhões
- Motivo: correção de área após levantamento topográfico e efeitos de desapropriação de 1975
- Área nas matrículas: 12.003,30 m²; área medida: 10.915,32 m²
- Pagamento: R$ 6,87 milhões à vista após a escritura e R$ 61,83 milhões em 42 parcelas corrigidas pelo IPCA (N-2)
- Primeira parcela de R$ 1.472.143,15; demais 41 de R$ 1.472.142,85
- Garantia: fidejussória da controladora da compradora
- Escritura: prevista até seis meses após o cumprimento das condições precedentes
- Condições precedentes: verificação até 15 de dezembro de 2026
- Distribuição de rendimentos: fundo não espera alteração
Ajuste de área e condições precedentes do HOFC11
Segundo comunicado do fundo, a revisão no preço resulta da necessidade de corrigir a metragem do terreno após a verificação topográfica. O estudo indicou que a poligonal — o perímetro oficial que delimita o imóvel nas matrículas — não corresponde à área efetivamente encontrada in loco.
As matrículas somam 12.003,30 m², enquanto a metragem medida foi ajustada para 10.915,32 m². A diferença também reflete impactos de desapropriação realizada em 1975 para fins de melhoramentos públicos no plano rodoviário municipal.
Com base nesses achados, comprador e vendedor pactuaram o segundo aditivo ao compromisso de compra e venda, readequando o valor da transação. O aditivo também ajusta condições previamente definidas, à medida que avançam as análises das condições precedentes usuais para operações dessa natureza.
A conclusão da alienação permanece condicionada ao cumprimento dessas condições. O prazo para verificação foi estabelecido até 15 de dezembro de 2026. A escritura definitiva de compra e venda, por sua vez, está prevista para ser formalizada até seis meses após a superação desses condicionantes.
O novo fato relevante complementa as informações já divulgadas em 16 de abril de 2026, quando a operação havia sido comunicada inicialmente ao mercado. O fundo informou que, mesmo com a redução do preço, não há expectativa de mudança na distribuição de rendimentos até o momento.
Pagamento e garantias do HOFC11 após revisão de preço
O pagamento de R$ 68,7 milhões será feito em duas modalidades. O HOFC11 receberá R$ 6,87 milhões em parcela única, em até cinco dias contados da outorga da Escritura Definitiva de Venda e Compra. A escritura depende do cumprimento das condições precedentes e tem horizonte de até seis meses após sua verificação.
O saldo de R$ 61,83 milhões será quitado em 42 parcelas mensais e sucessivas, atualizadas pela variação do IPCA (N-2). IPCA (N-2) significa correção pelo IPCA com defasagem de dois meses, prática comum em contratos para adequar o índice disponível no momento do reajuste.
A primeira prestação terá o valor de R$ 1.472.143,15. As 41 parcelas subsequentes serão de R$ 1.472.142,85 cada, antes da aplicação da atualização monetária prevista. As obrigações da compradora contam com garantia fidejussória de sua controladora, isto é, uma garantia pessoal pela qual a controladora se responsabiliza pelos compromissos assumidos.
O fundo reiterou que divulgará novas informações sobre a transação do Birmann 20 em seus próximos relatórios gerenciais. Até o momento, a administração não projeta impactos na distribuição de rendimentos em decorrência do ajuste de preço.