O Brasil Varejo Fundo de Investimento Imobiliário, o BVAR11 (Brasil Varejo FII), recebeu R$ 45,745 milhões referentes à terceira parcela da venda de cinco imóveis e informou que fará uma distribuição extraordinária de rendimentos. O pagamento está programado para 6 de outubro. O valor por cota ainda não foi divulgado e será anunciado em 28 de setembro.
De acordo com fato relevante divulgado nesta terça-feira (22), o montante recebido equivale a R$ 73,13 por cota do fundo. Esse valor representa a parcela bruta que ingressou no caixa e não corresponde, necessariamente, ao rendimento que será efetivamente distribuído aos investidores. A administradora afirmou que custos e despesas da operação serão deduzidos antes do repasse aos cotistas.
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- Valor recebido: R$ 45,745 milhões (equivalente a R$ 73,13 por cota, valor bruto)
- Anúncio do rendimento por cota: 28 de setembro
- Data de pagamento: 6 de outubro
- Imóveis envolvidos: 2 em Belo Horizonte (MG), 1 em Florianópolis (SC), 1 em Diadema (SP) e 1 na cidade de São Paulo (SP)
- Referências: fatos relevantes de 1º/10/2025 e 24/03/2026
- Outra venda em setembro: imóvel na Barra Funda (SP) por R$ 23,805 milhões; resultado estimado de R$ 38 por cota (ganho, não distribuição)
BVAR11 detalha recebimento e cronograma de proventos
O fundo esclareceu que a diferença entre o valor recebido e o rendimento a distribuir decorre da dedução de custos e despesas associados à operação. Assim, embora os R$ 45,745 milhões correspondam, na equivalência, a R$ 73,13 por cota, esse não é o montante a ser pago. A administração divulgará o rendimento efetivo por cota em 28 de setembro, seguindo o cronograma que prevê crédito aos cotistas em 6 de outubro.
A nova comunicação dá continuidade a fatos relevantes de 1º de outubro de 2025 e 24 de março de 2026, que tratavam da alienação das cinco propriedades. A operação abrangeu dois imóveis em Belo Horizonte, um em Florianópolis, um em Diadema e um na capital paulista. A terceira parcela agora recebida refere-se a esse conjunto de ativos.
Para fins de acompanhamento, o fundo reforçou que a divulgação antecipada do valor equivalente por cota tem caráter informativo sobre o caixa recebido e não antecipa o montante da distribuição. O rendimento será calculado após a contabilização integral dos dispêndios vinculados à transação.
Vendas de imóveis do BVAR11 e o efeito nas distribuições
Além do recebimento da terceira parcela relacionado ao bloco de cinco imóveis, o portfólio registrou outra alienação recente. Em setembro, o BVAR11 anunciou a venda do imóvel da Rua James Holland, 422, na Barra Funda, em São Paulo, por R$ 23,805 milhões. Na ocasião, estimou-se resultado positivo de R$ 38 por cota. Esse valor se refere ao ganho da operação e não implica, automaticamente, o pagamento desse mesmo montante aos cotistas.
A venda da Barra Funda, formalizada em 3 de setembro, possui estrutura de pagamento faseada. Do total negociado, R$ 1,305 milhão foi liquidado na assinatura da escritura. Os R$ 22,5 milhões remanescentes serão pagos em 18 parcelas mensais e sucessivas de R$ 1,25 milhão, corrigidas pela variação positiva do IPCA, o índice oficial de inflação. Esse saldo representa cerca de 94,5% do preço nominal e conta com confissão de dívida e seguro garantia.
Tais condições de pagamento, com correção monetária e garantias, influenciam o fluxo de caixa do fundo ao longo dos próximos meses. No entanto, o BVAR11 não vinculou essa venda específica a uma distribuição extraordinária. O comunicado atual restringe a decisão de distribuir parte dos recursos à operação dos cinco imóveis cuja terceira parcela foi recebida.
Próximos passos do BVAR11 e informações pendentes
A principal pendência para o cotista permanece sendo o valor do rendimento por cota a ser pago em 6 de outubro. O fundo estabeleceu 28 de setembro para anunciar o montante, após as deduções aplicáveis. Até lá, a referência de R$ 73,13 por cota deve ser considerada apenas como a equivalência do valor bruto recebido nesta parcela.
O cronograma divulgado oferece previsibilidade sobre datas de anúncio e pagamento. A confirmação da distribuição extraordinária, com a liquidação programada, atende ao objetivo de retornar parte dos recursos aos investidores, respeitados os ajustes de custos e despesas da operação.