O fundo imobiliário EXES11 anunciou a distribuição de R$ 0,13 por cota referente a setembro de 2026. Terão direito aos rendimentos os cotistas posicionados até 18 de setembro, data-base definida pela administração. O pagamento ocorrerá em 25 de setembro, conforme comunicado ao mercado.
Com base no fechamento de R$ 9,47 em 31 de agosto, o valor distribuído equivale a um rendimento mensal aproximado de 1,37% em relação ao preço de tela. Em paralelo, o fundo avançou em uma operação de oferta pública 100% secundária, com início em 4 de setembro, no valor de até R$ 56 milhões e preço de R$ 9,50 por cota.
- Distribuição: R$ 0,13 por cota em setembro de 2026
- Data-base: 18/9; pagamento: 25/9
- Preço de referência: R$ 9,47 (31/8); yield mensal estimado de 1,37%
- Oferta 100% secundária, sem emissão de novas cotas e sem direito de preferência
- Preço da oferta: R$ 9,50; desconto de 1,82% vs. VP/cota de R$ 9,68 (31/7)
- Cota em 31/7: R$ 9,55; preço da oferta abaixo do mercado nessa data
- Tamanho-alvo: até R$ 56 milhões; mínimo de R$ 1,0 milhão (105.264 cotas), com lote adicional de até 25%
- Alocação por ordem de chegada; investimento mínimo de uma cota; destinada ao público em geral
- Carteira (31/7): 75,9% em ativos de crédito imobiliário, 21,2% em Fiagros e 2,9% em caixa
- Métricas de crédito: carrego médio de CDI + 4,47% (pós) e IPCA + 9,97% (inflação); LTV médio de 51,97%
- Histórico: 19 meses seguidos distribuindo R$ 0,13/cota; DY sobre VP de 15,92% a.a. em junho de 2026
- Estudo de viabilidade: TIR projetada de 14,74% a.a. (CDI + 3,40%) em 5 anos; não auditado
Oferta secundária do EXES11: termos e cronograma
A operação em andamento é uma oferta secundária, na qual não há emissão de novas cotas pelo fundo nem direito de preferência aos atuais cotistas. As cotas ofertadas pertencem ao Éxes Crédito Direto II FIF Multimercado, investidor do próprio fundo, que será o destinatário dos recursos.
Segundo o cronograma indicativo, o procedimento teve início na sexta-feira, 4 de setembro. Os custos da oferta serão integralmente assumidos pelo ofertante, sem impacto no patrimônio líquido do fundo, dado que não se trata de captação primária.
O preço de R$ 9,50 por cota embute desconto de 1,82% em relação ao valor patrimonial por cota apurado em 31 de julho de 2026, de R$ 9,68. Na mesma sessão, a cota fechou a R$ 9,55, o que coloca o preço de oferta também abaixo da cotação de mercado daquela data.
O volume mínimo de R$ 1,0 milhão corresponde a 105.264 cotas, com possibilidade de lote adicional de até 25%, dependendo da demanda. O investimento mínimo é de uma cota e a alocação dos pedidos válidos seguirá a ordem de recebimento, com participação aberta a investidores em geral.
Carteira e métricas do EXES11: composição e risco
No encerramento de julho de 2026, o fundo registrava patrimônio líquido de R$ 136,5 milhões e 14,1 milhões de cotas emitidas. A carteira concentrava-se majoritariamente em recebíveis de crédito imobiliário (75,9%), com exposição complementar a cotas de Fiagros (21,2%) e posição em caixa (2,9%).
Nas operações pós-fixadas, a gestora reportou carrego médio de CDI + 4,47%. O CDI é a taxa média de empréstimos interbancários e serve de referência para remuneração de ativos financeiros. Nos títulos indexados à inflação, a remuneração média era de IPCA + 9,97%, sendo o IPCA o índice oficial de preços ao consumidor.
O LTV médio ponderado das operações com garantia real estava em 51,97%. LTV (loan-to-value) é a razão entre o saldo devedor e o valor do bem dado em garantia. Não havia operações acima de 70%, conforme dados do material da oferta.
Em termos de distribuição de resultados, o fundo acumulava 19 meses consecutivos pagando R$ 0,13 por cota. Em junho de 2026, o dividend yield calculado sobre o valor patrimonial atingiu 15,92% ao ano, de acordo com a gestora.
Para a oferta, o estudo de viabilidade preparado pela Éxes projeta uma TIR de 14,74% ao ano em um horizonte de cinco anos. TIR é a taxa interna de retorno estimada para o fluxo de caixa do investimento. A projeção equivale a CDI + 3,40% ao ano. As estimativas não foram auditadas por empresa independente e não constituem promessa ou garantia de rentabilidade.