O fundo imobiliário HGLG11 confirmou a distribuição de R$ 1,17 por cota referente a setembro, mesmo patamar do mês anterior. O pagamento ocorrerá em 15 de setembro de 2026 aos investidores com posição até o fechamento do pregão de 31 de agosto de 2026, data de corte. Considerando a cotação de R$ 148,34, os dividendos do HGLG11 representam um dividend yield mensal aproximado de 0,79%. Os rendimentos são isentos de Imposto de Renda para pessoas físicas, conforme as condições previstas na legislação.
Segundo a gestão, a manutenção do nível de R$ 1,17 por cota reflete os ganhos com a alienação do ativo Itapevi e o avanço de obras em desenvolvimento. A decisão também se alinha ao processo de consolidação dos fundos de logística sob gestão do Pátria, buscando assegurar paridade de rendimentos com o fundo logístico de referência, o LVBI11.
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- Rendimento: R$ 1,17 por cota (competência setembro/2026)
- Pagamento: 15/09/2026
- Data de corte: 31/08/2026
- Cotação considerada: R$ 148,34; DY mensal de 0,79%
- Isenção de IR para pessoas físicas, conforme legislação aplicável
- Cotistas: 607.600; entrada líquida de 28.800 no período
- Julho/2026: receita de R$ 2,09/cota; resultado líquido de R$ 1,82/cota
- Venda Itapevi: 1ª parcela de R$ 0,83/cota; lucro total de R$ 0,98/cota
- Vacância física: 2,9%; vacância financeira: 3,7%
- Novas locações: Shopee (Torino), RKS (São José), Tradimaq (Syslog Galeão), Bosch (Itupeva G100)
- Projeções: vacância física de 3,1% em ago/2026; saída da Cargill em jan/2027 eleva taxa a 3,8%
- Alocação em 8 FIIs; destaques para INLG11 e XPIN11
- Projetos: Simões Filho G200 (7,4% de avanço); Itupeva G400 (53,6%), com contrato em Built to Suit
- Itupeva G400: 52.200 m² de ABL; aluguel de R$ 37,05/m²; yield on cost estimado de 11,8%
- Alavancagem: 8,7% do PL; 10,3% incluindo dívida via SPE; estimativa de 8,4% ao fim de 2026
- Obrigações por aquisições: ~R$ 1,1 bilhão; 24% vencem em até 12 meses; cobertas por CRIs e renda fixa
Resultados e carteira sustentam os dividendos do HGLG11
O resultado de agosto ainda não foi divulgado. No relatório gerencial de julho, o fundo reportou receita total de R$ 2,09 por cota e resultado líquido de R$ 1,82 por cota. O desempenho foi influenciado pela primeira parcela do recebimento da venda do ativo Itapevi, equivalente a R$ 0,83 por cota, dentro de um lucro total de R$ 0,98 por cota na transação.
A administração indica que o patamar de R$ 1,17 por cota incorpora efeitos da alienação mencionada e da conclusão prévia de obra no Simões Filho G100. Esses fatores contribuíram para sustentar a estabilidade do rendimento neste mês.
No contexto estratégico, a gestora apontou a consolidação dos fundos logísticos sob o Pátria como elemento adicional. O objetivo é manter paridade de distribuição com o LVBI11, reforçando a consistência dos proventos nos veículos comparáveis.
A base de investidores somou 607.600 cotistas ao fim do período, com entrada líquida de 28.800 participantes. O aumento da base reflete maior pulverização do veículo e pode favorecer a liquidez secundária das cotas.
Projetos, vacância e alavancagem: dividendos do HGLG11
No operacional, a vacância física caiu para 2,9% e a financeira encerrou em 3,7%. A vacância física mede a área desocupada em metros quadrados; a financeira captura o efeito em receita de locação. A redução decorreu de novas ocupações: Shopee no ativo Torino, RKS em São José, Tradimaq no Syslog Galeão e Bosch no Itupeva G100.
Para agosto de 2026, a gestão projeta vacância física de 3,1%. O mapa de riscos inclui a desocupação da Cargill no ativo Goiânia em janeiro de 2027, o que elevaria a taxa a 3,8%, caso não haja reocupações. A carteira de fundos segue com alocação estratégica em oito FIIs de perfil industrial e logístico, com destaque para INLG11 e XPIN11.
Nos projetos em desenvolvimento, o HGLG Simões Filho G200 alcançou 7,4% de avanço físico. O HGLG Itupeva G400 atingiu 53,6% de execução acumulada e possui contrato de locação na modalidade Built to Suit com o Mercado Livre, para ocupação integral de 52.200 m² de ABL. O aluguel pactuado é de R$ 37,05 por metro quadrado, com yield on cost estimado em 11,8%. Yield on cost é o retorno projetado sobre o custo total do projeto.
A estrutura de capital apresentou alavancagem de 8,7% sobre o patrimônio líquido, ou 10,3% quando considerada a dívida via SPE. A projeção da gestora indica redução para 8,4% até o fim de 2026, à medida que projetos avancem e receitas recorrentes se consolidem.
As obrigações por aquisições somam cerca de R$ 1,1 bilhão, sendo 24% com vencimento em até 12 meses. Segundo a gestão, a cobertura ocorre por posições em Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs) e em renda fixa mantidas pelo fundo, mitigando pressões de curto prazo sobre caixa.