Cinco fundos imobiliários que compõem diferentes estratégias de alocação no mercado brasileiro pagam hoje um retorno em proventos que supera a taxa básica de juros. Com a taxa da Selic em 14% ao ano após o corte do Copom em agosto de 2026, esses veículos apresentam distribuição que, nos últimos 12 meses, resultou em um dividend yield acima desse patamar.
A lista reúne um fundo de “tijolo”, com receitas de shopping centers, e veículos de “papel”, focados em crédito imobiliário e projetos de energia. Os dados contemplam o percentual de dividendos pagos em 12 meses, o valor distribuído por cota e os objetivos das carteiras conforme materiais dos próprios fundos.
- Selic em 14% ao ano após decisão do Copom em agosto de 2026.
- Dividend yield: relação entre proventos dos últimos 12 meses e o preço da cota.
- Rentabilidade passada não garante retornos futuros; proventos de FIIs oscilam.
- Lista inclui fundos de tijolo, crédito imobiliário e energia.
- Critério: dividendos distribuídos em 12 meses acima da Selic.
FIIs com dividend yield acima da Selic
1. BBIG11 – BB Premium Malls FII
Dividend yield: 16,57% — R$ 0,82 distribuídos nos últimos 12 meses.
O BB Premium Malls FII (BBIG11) busca renda com a exploração imobiliária de shopping centers e ganho de capital por meio da compra e venda desses ativos. A fonte dos rendimentos é a operação dos empreendimentos que compõem o portfólio.
É o único fundo de “tijolo” entre os cinco listados, com receitas atreladas à performance operacional dos shoppings. O pagamento de proventos está diretamente relacionado ao resultado dos ativos do portfólio.
2. ALZC11 – Alianza Crédito Imobiliário FII
Dividend yield: 16,42% — R$ 1,222 distribuídos nos últimos 12 meses.
O Alianza Crédito Imobiliário FII (ALZC11) investe primordialmente em uma carteira de crédito imobiliário, conforme o regulamento do fundo. Trata-se de um fundo de “papel”, cujo desempenho depende dos ativos de crédito.
Os proventos decorrem dos fluxos de juros e amortizações dos títulos que compõem a carteira. Em carteiras dessa natureza, o risco está associado à qualidade de crédito dos emissores e às garantias das operações.
3. VRTA11 – Fator Verita FII
Dividend yield: 14,40% — R$ 10,20 distribuídos nos últimos 12 meses.
Constituído em março de 2010, o Fator Verita FII (VRTA11) é um fundo de “papel” com gestão ativa, focado em títulos e valores mobiliários ligados ao mercado imobiliário. O foco principal é a aquisição de Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs), instrumentos de crédito lastreados em recebíveis do setor.
O fundo também pode investir em Letras de Crédito Imobiliário (LCIs), Letras Hipotecárias (LHs), cotas de FIIs, cotas de FIDCs, cotas de fundos de renda fixa e debêntures. Essas classes apresentam diferentes níveis de risco e prazos, o que permite diversificação.
A administração é do Banco Fator S.A., e a gestão da carteira é da Fator Administração de Recursos Ltda. A rentabilidade-alvo é de IGP-M + 8,0% ao ano, com taxa de performance atrelada ao IGP-M + 6,0% ao ano, conforme o benchmark do regulamento.
4. SNEL11 – Suno Energias Limpas FII
Dividend yield: 14,39% — R$ 1,20 distribuídos nos últimos 12 meses.
O Suno Energias Limpas FII (SNEL11) é gerido pela Suno Asset e direcionado a investimentos em energias limpas e renováveis. O veículo foi estruturado em parceria com o Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE), consultoria especializada em infraestrutura e energia.
O fundo atua desde a fase de desenvolvimento dos projetos. Após entrarem em operação, os ativos passam a gerar receita por meio da venda de energia elétrica aos consumidores. Segundo material do fundo, a rentabilidade projetada é de 20% ao ano, conforme estudo de viabilidade.
5. GAME11 – Guardian Multiestratégia Imobiliária I FII
Dividend yield: 14,25% — R$ 1,17 distribuídos nos últimos 12 meses.
O Guardian Multiestratégia Imobiliária I FII (GAME11) é destinado a investidores em geral e tem foco em crédito imobiliário. A carteira é composta majoritariamente por títulos e valores mobiliários, com predominância de operações classificadas como de baixo risco de crédito (high grade), de acordo com o material do fundo.
A estratégia é baseada em gestão ativa do portfólio, buscando eficiência na alocação e baixo nível de disponibilidades. O fundo prioriza diversificação e estruturas com garantias robustas.
A tese é dividida em dois segmentos: Beta, com participação entre 60% e 90% da carteira, e Alpha, entre 10% e 40%. Essa combinação permite equilibrar previsibilidade de fluxo com oportunidades táticas.
O dividend yield mede a relação entre os proventos distribuídos nos últimos 12 meses e o preço da cota. Em comparação com a renda fixa, os proventos dos FIIs podem oscilar conforme o desempenho dos ativos subjacentes. Por isso, é relevante avaliar a composição das carteiras, a qualidade de crédito e a origem das receitas dos fundos.
Este conteúdo tem caráter informativo e não constitui recomendação de investimento. Rentabilidade passada não é garantia de rentabilidade futura. Antes de investir, avalie seu perfil e consulte um profissional habilitado.