O Vinci Shopping Centers FII (VISC11) reportou resultado de R$ 24,084 milhões em julho de 2026, equivalente a R$ 0,84 por cota, e distribuiu o mesmo montante no mês. As remessas provenientes dos shoppings somaram R$ 32,104 milhões, ou R$ 1,11 por cota, indicando geração operacional acima do valor distribuído.
Após o pagamento, o fundo manteve reserva de R$ 25,593 milhões, correspondente a R$ 0,89 por cota. Esse saldo inclui, adicionalmente, R$ 10 milhões não distribuídos no Shopping Paralela FII, cerca de R$ 0,35 por cota, elevando o resultado acumulado combinado para R$ 1,23 por cota.
- Resultado de R$ 0,84 por cota em julho e distribuição no mesmo patamar
- Remessas dos shoppings de R$ 1,11 por cota e reservas de R$ 0,89 por cota
- Estudo de venda de participações em nove shoppings, estimada em R$ 573 milhões
- Manutenção parcial de Prudenshopping e Shopping Granja Vianna; demais ativos seriam alienados
- Reforço de participação no Midway Mall para 12,43% e compromissos de R$ 99,8 milhões
- Obrigações vinculadas a aquisições somam cerca de R$ 1,17 bilhão ao fim de julho
- Portfólio com 32 shoppings em 15 estados e DF; Prudenshopping com 11% do NOI projetado de 2026
- Indicadores de junho: alta no NOI caixa/m² e vendas/m²; ocupação de 94,0%
Venda de shoppings pelo VISC11
No fim de julho, a gestão assinou memorando de entendimentos para vender participações em nove shoppings, em operação estimada em cerca de R$ 573 milhões. Os ativos envolvidos são: Prudenshopping, Shopping Granja Vianna, Boulevard Shopping Rio, Center Shopping Rio, Natal Shopping, Shopping Crystal, Shopping Tacaruna, Via Sul Shopping e West Shopping.
Esses empreendimentos respondem, em conjunto, por aproximadamente 11% do NOI (resultado operacional) do portfólio. A proposta prevê a criação de um FII comprador, cuja estrutura de capital teria 80% de cotas seniores e 20% de cotas subordinadas, parcela esta que ficaria integralmente com o fundo vendedor.
Se concluída, a transação levaria o fundo a manter 73% do Prudenshopping e 20% do Shopping Granja Vianna, considerando também a operação já anunciada com o PMLL11. Nos outros sete shoppings contemplados no memorando, a alienação seria total.
A conclusão depende de condições precedentes, entre elas a captação mínima do veículo comprador e sua constituição. Segundo a gestora, a estratégia busca elevar a eficiência da carteira e reduzir a exposição a ativos menos aderentes ao posicionamento pretendido, com impacto projetado na taxa de ocupação, de 94,1% para 94,7%.
Posição no Midway Mall do VISC11
Em paralelo, houve avanço relevante no Midway Mall, em Natal. Após converter uma posição de credor em CRI (título de crédito imobiliário) em participação societária e concluir reorganização societária do ativo, o fundo ampliou sua fatia de 0,95% para 12,43%.
A operação trouxe compromissos futuros de R$ 99,8 milhões, a serem pagos em quatro parcelas anuais com vencimentos entre dezembro de 2026 e dezembro de 2029. As parcelas serão corrigidas pelo IPCA, indicador oficial de inflação.
Com os movimentos recentes, o fundo encerrou julho com presença em 32 shoppings, localizados em 15 estados e no Distrito Federal, administrados por 11 companhias. A ABL própria soma cerca de 310 mil m², e o Prudenshopping segue como o ativo de maior peso individual, com 11% do NOI projetado do fundo para 2026.
Indicadores e obrigações do VISC11
A administração vem priorizando o reforço de caixa, em função do cronograma de pagamentos atrelados a aquisições anteriores. Ao fim de julho, as obrigações associadas a imóveis totalizavam aproximadamente R$ 1,17 bilhão, incluindo compromissos com o Shopping Paralela, o BH Shopping e o Midway Mall.
Nos indicadores operacionais de junho, o portfólio registrou alta de 11,8% no NOI caixa por metro quadrado na comparação anual, além de avanço de 12,5% nas vendas por metro quadrado. As vendas das mesmas lojas (SSS) cresceram 2,1%, enquanto os aluguéis das mesmas lojas (SSR) aumentaram 3,3% no mesmo período.
A taxa de ocupação fechou junho em 94,0%. Os descontos concedidos representaram 1,8% do faturamento, e a inadimplência líquida foi de 2,2%. Esses dados refletem a performance operacional corrente e subsidiam a estratégia de alocação e desinvestimento apresentada.
Por fim, o fundo destacou que a distribuição de R$ 0,84 por cota em julho acompanhou o resultado do mês, preservando reservas relevantes. A combinação entre resultado retido e resultados não distribuídos no Shopping Paralela FII soma R$ 1,23 por cota, o que pode reforçar a previsibilidade das próximas distribuições, sujeito à geração operacional e ao cumprimento das condições das operações em andamento.