FIIs

HGLG11 vende imóvel por R$ 119,8 milhões; lucro do FII na operação foi de R$ 44,5 mi

HGLG11 vende imóvel por R$ 119,8 milhões; lucro do FII na operação foi de R$ 44,5 mi
Foto: Suno/Banco

O fundo imobiliário logístico Pátria Log concluiu a venda do imóvel HGLG Itapevi I, em São Paulo, por R$ 119,81 milhões. A operação, formalizada em 30 de julho por meio de escritura pública, gerou ganho de 59% sobre o valor total investido e foi comunicada em fato relevante nesta quinta-feira (30). O ativo segue locado para uma empresa do segmento de varejo e inclui um terreno adjacente de cerca de 4,3 mil m².

O comprador pagou R$ 101,70 milhões na data da conclusão da transação e pagará R$ 18,11 milhões em 30 de julho de 2028, com atualização pela variação positiva do IPCA. Segundo o fundo, o preço negociado ficou 7,9% acima do valor do último laudo de avaliação.

  • O HGLG11 (Pátria Log) vendeu ativo em Itapevi por R$ 119,81 milhões, 59% acima do investimento
  • Recebimento: R$ 101,70 milhões à vista e R$ 18,11 milhões em 30/07/2028, corrigidos pelo IPCA
  • Preço por m²: R$ 3.494,43 na venda vs. R$ 2.917,25 no custo de aquisição
  • Laudo: preço 7,9% acima do valor de avaliação
  • Ativo: galpão HGLG Itapevi I + terreno de ~4,3 mil m², locado a varejo
  • Investimento total: R$ 75.334.915,98; aquisição em agosto de 2023
  • Estratégia: reciclagem de portfólio; sem detalhamento do uso dos recursos ou impacto nos dividendos
  • Movimentos de 2024: 11ª emissão de cotas (R$ 532,6 mi), aquisição dos imóveis do PATL11 (R$ 354,9 mi) e compra de participações em Simões Filho (R$ 79,2 mi)
  • Projeto BTS com o Mercado Livre: capex de R$ 468 mi, ABL de 163,7 mil m², aluguel estimado em R$ 5,4 mi/mês, IPCA

O imóvel foi adquirido em agosto de 2023. Considerando preço de compra, custos da transação e benfeitorias, o investimento total do fundo somou R$ 75.334.915,98. O valor de venda de R$ 119.810.000,00 implica R$ 3.494,43 por m², superior ao custo por m² de R$ 2.917,25.

A estrutura de pagamento inclui parcela à vista e saldo a receber em 2028, com atualização pelo IPCA. O fundo indicou que o valor negociado supera o laudo de avaliação em 7,9%, reforçando a valorização capturada na operação. O comunicado não detalha a destinação dos recursos ou eventuais efeitos sobre os rendimentos.

https://files.sunoresearch.com.br/gaia/uploads/2026/01/Banner-Materias-01-Dkp_-1420x240-1.png

O galpão logístico alienado, identificado como HGLG Itapevi I, está locado a uma companhia do varejo. A alienação abrange também um terreno contíguo de aproximadamente 4,3 mil m², o que amplia a área transacionada no perímetro do empreendimento.

Venda em Itapevi reforça estratégia do HGLG11

A gestão informou que a transação faz parte da estratégia de reciclagem de portfólio. Esse movimento busca vender imóveis considerados maduros para gerar caixa e direcionar capital a novas oportunidades, inclusive desenvolvimento e aquisições alinhadas ao foco em ativos logísticos.

Em maio, o HGLG11 concluiu sua 11ª emissão de cotas, captando cerca de R$ 532,6 milhões. Segundo a gestora, os recursos têm como finalidade financiar operações, ampliar o portfólio e sustentar a agenda de investimentos.

No mesmo período, o fundo finalizou a aquisição da totalidade dos imóveis do PATL11 (Pátria Logística FII), por aproximadamente R$ 354,9 milhões. A operação elevou a exposição do HGLG11 ao segmento logístico por meio de ativos já operacionais.

https://files.sunoresearch.com.br/gaia/uploads/2026/01/DT-PS-HOME-DE-ARTIGOS-1420x240-ID_01_x1.jpg

Projetos e captações recentes do HGLG11

Outro movimento foi a compra da participação remanescente nos galpões G100 e G200, em Simões Filho (BA), por cerca de R$ 79,2 milhões. De acordo com a gestão, a conclusão dessa aquisição pode acrescentar aproximadamente R$ 0,01 por cota à receita imobiliária.

Paralelamente, o fundo segue com o desenvolvimento do HGLG Simões Filho G200, um projeto build-to-suit (construção sob medida) para o Mercado Livre. O investimento previsto é de aproximadamente R$ 468 milhões, com área bruta locável estimada em 163,7 mil m².

O contrato de locação previsto é de 15 anos. Quando entrar em operação, a gestora estima aluguel mensal de cerca de R$ 5,4 milhões, com correção pelo IPCA.

Com a venda do ativo em Itapevi, o HGLG11 dá continuidade ao plano de reciclagem e expansão. Até o momento, a gestora não informou se haverá reflexos extraordinários sobre os rendimentos distribuídos aos cotistas.

Quer construir uma carteira de Fiis alinhada com os seus objetivos? Clique aqui e fale agora mesmo com um especialista.

Leia também