O fundo imobiliário BRCO11 (Bresco Logística) comunicou ter recebido, por meio de notificação da Companhia Brasileira de Distribuição (GPA) (PCAR3), a decisão de rescindir antecipadamente o contrato de locação do imóvel conhecido como GPA CD04 São Paulo. A rescisão abrange 35.510,40 m² de área bruta locável do ativo, equivalente à totalidade da área ocupada pela locatária.
A administradora Oliveira Trust e a gestora Bresco Investimentos informaram, em fato relevante, que o contrato havia sido renovado em março de 2024, com vigência entre 18 de julho de 2024 e 18 de janeiro de 2032. O documento estabelece aviso prévio de nove meses e indenização por rescisão antecipada, conforme parâmetros contratuais, incluindo atualização pela variação positiva do índice de preços.
- A área impactada corresponde a 6% da ABL do fundo.
- O imóvel gera cerca de R$ 0,08 por cota em receitas de locação.
- A multa é equivalente a 4,5 meses do aluguel vigente, proporcional ao prazo remanescente.
- O aviso prévio de nove meses posterga a desocupação efetiva.
- A indenização é corrigida pela variação positiva do IPCA até o pagamento.
- Não há, no fato relevante, projeções de impacto em rendimentos.
O que muda para o BRCO11
Segundo o comunicado, a decisão do locatário envolve a totalidade da área que ocupa no GPA CD04 São Paulo, somando 35.510,40 m² de ABL. Essa metragem equivale a 6% da área bruta locável do portfólio do fundo, conforme informado pela gestão.
O contrato renovado em março de 2024 tinha início previsto em 18 de julho de 2024, com término em 18 de janeiro de 2032. A cláusula de saída prevê aviso prévio de nove meses. Isso significa que a desocupação não ocorre de forma imediata, permanecendo sujeita ao prazo contratual até a entrega efetiva do imóvel.
A indenização por rescisão antecipada foi definida como equivalente a quatro meses e meio do aluguel vigente, proporcional ao prazo restante do contrato. O pagamento deve ser atualizado pela variação positiva do IPCA até a data do efetivo desembolso, seguindo as condições pactuadas entre as partes.
De acordo com a gestão, a locação do imóvel representa aproximadamente R$ 0,08 por cota em receita. O fato relevante ressalta que os dados apresentados não constituem promessa, garantia ou sugestão de rentabilidade futura, nem trazem estimativas sobre o efeito dessa rescisão na distribuição de rendimentos.
Portfólio do BRCO11 e foco em logística urbana
O BRCO11 mantém um portfólio de 14 imóveis logísticos, com cerca de 591 mil m² de ABL. Segundo informações já divulgadas pela gestora, aproximadamente 71% da receita contratada do fundo decorre de ativos classificados como last mile, voltados à distribuição com proximidade a grandes centros de consumo.
A estratégia operacional inclui a concentração relevante de ativos em um raio de até 25 quilômetros da cidade de São Paulo. Esse posicionamento é associado à dinâmica de demanda de operadores de logística e varejo, que buscam reduzir prazos e custos de entrega, especialmente em ambientes urbanos de alta densidade.
No relatório gerencial mais recente, o fundo registrou resultado de R$ 12,364 milhões em junho e anunciou distribuição de R$ 1,05 por cota no período. Além disso, encerrou o mês com reserva acumulada de resultados não distribuídos de R$ 29,1 milhões, equivalente a R$ 1,62 por cota, conforme informado pela gestão.
Em levantamento anterior, o BRCO11 figurou entre os fundos imobiliários mais citados por instituições financeiras para o mês de julho. A menção ocorreu em relatórios de recomendação setoriais, sem relação direta com a rescisão em questão.
Próximos passos para o BRCO11
Até o momento, as informações oficiais limitam-se ao recebimento da notificação de rescisão enviada pelo GPA e às condições previstas no contrato. O fato relevante não detalha possíveis estratégias de reposicionamento comercial do imóvel, tampouco cronogramas ou metas para nova locação.
Os próximos desdobramentos dependerão do cumprimento do aviso prévio de nove meses e do pagamento da indenização calculada nos termos contratuais. A gestão não divulgou projeções de vacância ou de recomposição de receita relacionadas ao ativo, mantendo a comunicação focada nas obrigações contratuais e nos prazos aplicáveis.
A administradora e a gestora informaram que permanecem à disposição dos cotistas e do mercado para novos esclarecimentos. Reforçaram, ainda, que os valores apresentados não devem ser interpretados como promessa, garantia ou sugestão de rentabilidade futura.