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Brasil mantém lugar entre os 5 maiores mercados solares; veja reflexos para o SNEL11

Brasil mantém lugar entre os 5 maiores mercados solares; veja reflexos para o SNEL11
Imagem gerada por IA

A expansão da geração de energia solar segue em curso no mundo em 2025, ainda que em ritmo mais moderado que nos anos recentes. Segundo a SolarPower Europe, foram adicionados 664 GW de nova capacidade no ano, avanço de 12% sobre 2024 e o maior volume já registrado. O movimento fortalece o ambiente de operação para ativos fotovoltaicos e beneficia estruturas focadas em contratos de longo prazo, como o fundo imobiliário de geração distribuída de energia, o SNEL11.

A associação setorial avalia que a indústria entra em uma nova etapa. A expansão tende a depender menos da construção de usinas e mais de redes elétricas modernizadas, do crescimento do armazenamento em baterias e da integração da geração próxima ao consumo. Nesse contexto, o fundo ampliou seu portfólio de usinas em operação e aumentou a previsibilidade de receitas por meio de contratos de longo prazo.

  • O mundo adicionou 664 GW de nova capacidade solar em 2025, alta de 12% ano a ano.
  • China liderou com 382 GW; Índia (45,7 GW), EUA (43,2 GW) e Alemanha (17,4 GW) vieram na sequência.
  • O Brasil instalou 14,5 GW e foi o 5º no ranking, com queda de 23% ante 2024.
  • O fundo elevou a capacidade para 103,5 MWp em 25 projetos operacionais.
  • Junho marcou recorde de liquidez do fundo, com mais de R$ 150 milhões negociados.
  • A base líquida cresceu 12.361 cotistas, totalizando 111.603 investidores.
  • A quinta emissão inicial prevê cerca de R$ 1,84 bilhão; com lote adicional, até R$ 2,3 bilhões.
  • O preço final de subscrição foi fixado em R$ 8,65 por cota.

Brasil continua entre os principais mercados de energia solar

O relatório da SolarPower Europe mostra concentração geográfica na expansão. A China respondeu por 382 GW das instalações de 2025, superando metade do total global. Em seguida, aparecem Índia, com 45,7 GW, e Estados Unidos, com 43,2 GW. A Alemanha liderou na Europa ao adicionar 17,4 GW no período.

O Brasil ocupou a quinta posição no ranking, com 14,5 GW instalados. O volume indica retração de 23% ante 2024, sinalizando um mercado em amadurecimento após anos de forte crescimento. Mesmo com a desaceleração, o país permanece entre os principais polos de energia solar no mundo, sustentado por competitividade de custos e elevada irradiação em diversas regiões.

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A leitura da entidade é que, para manter o ritmo de expansão, países precisarão investir em redes capazes de integrar volumes maiores de geração intermitente, além de sistemas de baterias que suavizem picos e vales de produção. A geração distribuída — modelo em que a produção é conectada próxima ao consumo — também tende a ganhar relevância, reforçando a diversificação geográfica e a resiliência do sistema.

SNEL11 adiciona mais de 17 mil cotistas em junho

O fundo reportou o maior volume mensal de negociações desde o lançamento, com mais de R$ 150 milhões transacionados em junho. A liquidez ampliada ocorreu em paralelo ao aumento da base de investidores. Até 26 de junho, 17.327 novos investidores ingressaram no fundo, enquanto 4.966 saíram, resultando em saldo líquido de 12.361 novos cotistas.

Com isso, a base total alcançou 111.603 investidores, posicionando o fundo entre os maiores da B3 nesse critério. A ampliação do número de participantes tende a reduzir o spread bid-ask e a facilitar movimentos de entrada e saída, fator relevante para quem acompanha métricas de mercado de fundos listados.

No campo operacional, o fundo vem priorizando usinas já em operação e contratos de longo prazo, o que confere maior visibilidade de fluxo de caixa. A geração distribuída, por conectar a produção de energia próxima às cargas, pode reduzir perdas na rede e mitigar riscos de indisponibilidade. A capacidade instalada do fundo atingiu 103,5 MWp, distribuída em 25 projetos. MWp (megawatt-pico) é a potência máxima de uma usina fotovoltaica em condições padrão de teste.

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Oferta do FII pode alcançar R$ 2,3 bilhões

No front de captação, a quinta emissão do fundo prevê inicialmente a distribuição de cerca de 221,3 milhões de cotas a R$ 8,32 por unidade, montante que pode levantar aproximadamente R$ 1,84 bilhão. O preço de R$ 8,32 se refere à parcela destinada ao fundo, antes dos custos de distribuição.

Se houver exercício integral do lote adicional, a oferta poderá alcançar cerca de R$ 2,3 bilhões. Considerando os custos de distribuição, o preço final de subscrição foi fixado em R$ 8,65 por cota. A execução da oferta ocorrerá conforme as condições de mercado e os termos do documento de oferta, sem garantia de colocação integral.

A combinação de expansão global da fonte, modernização de redes e maior uso de armazenamento dá suporte estrutural ao crescimento da geração fotovoltaica. No Brasil, a manutenção do país entre os líderes em novas adições, mesmo com desaceleração, indica escala relevante. Para o fundo, a priorização de ativos operacionais e contratos de longo prazo busca alinhar risco e retorno em um setor que entra em nova fase de maturidade.

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SNEL11: energia solar soma 664 GW e fundo avança

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