O fundo imobiliário KNCR11 reportou sólido desempenho em abril, com resultado líquido de R$ 116,9 milhões e distribuição de R$ 117,8 milhões aos cotistas. A principal fonte foi a carteira de CRIs, responsável por R$ 105,2 milhões, reforçando o perfil de crédito imobiliário do portfólio. O resultado por cota ficou em R$ 1,09, enquanto a distribuição atingiu R$ 1,10, sustentada por reserva acumulada não distribuída de R$ 0,19 por cota.
Além dos CRIs, o fundo registrou R$ 11,7 milhões em receitas de LCIs e R$ 2 milhões provenientes de posições em FIIs. As despesas totalizaram R$ 9,8 milhões no mês, refletindo a estrutura de custos de um veículo de crédito com gestão ativa. A rentabilidade líquida foi de 1,08% sobre o preço médio de R$ 102,12, com volume negociado de R$ 336,07 milhões e média diária próxima de R$ 16,80 milhões no secundário.
O pagamento de dividendos referentes a abril está previsto para 14 de maio de 2026. Segundo a gestão, o retorno equivale a 99% da taxa DI do período, ou 116% do CDI no conceito gross-up considerando alíquota de 15%. Esse patamar é consistente com o histórico do KNCR11, que prioriza operações pós-fixadas.
Composição da carteira e métricas
Ao fim do mês, o fundo imobiliário KNCR11 mantinha 78,2% do patrimônio em ativos-alvo, 14,8% em LCIs e 6,9% em caixa. A exposição ao CDI é predominante: CRIs pós-fixados atrelados ao CDI somavam 78,1% do PL, com remuneração média de CDI + 2,07% ao ano e prazo médio de 3,9 anos. A fatia indexada ao IPCA era marginal, apenas 0,1%, com taxa média de IPCA + 9,30% e prazo de 3,6 anos, sem exposição relevante a prefixados.
Nos instrumentos de liquidez, as LCIs representavam 14,8% da carteira, remunerando a 94% do CDI e isentas de IR, enquanto o caixa era 6,9% do PL, aplicado a 100% do CDI líquido. Esses componentes dão flexibilidade à gestão para aproveitar oportunidades e manter previsibilidade de proventos, alinhando duration e risco de crédito.
Novos investimentos e originação
Em abril, o fundo imobiliário direcionou R$ 70,5 milhões a novos CRIs, com taxa média de CDI + 1,74% ao ano. O principal aporte foi no Huma – CD Santana de Parnaíba (R$ 45,5 milhões), com remuneração de CDI + 1,65% ao ano e garantias de alienação fiduciária, cessão fiduciária e fundo de reserva. Outro destaque foi o HSLG – BTS Meli (R$ 25 milhões), a CDI + 1,90% ao ano, com estrutura de garantias similar.
A estratégia reforça a tese de crédito corporativo imobiliário com predominância de CDI, o que tende a manter a correlação dos rendimentos com a taxa básica. Ao mesmo tempo, a presença de garantias robustas e o controle de prazos contribuem para a resiliência do portfólio.
Em síntese, o fundo imobiliário KNCR11 combinou geração de caixa consistente, elevada liquidez no secundário e pipeline de originação alinhado ao risco-retorno. A distribuição de R$ 1,10 por cota, com cobertura por reservas, sinaliza continuidade na entrega de proventos, apoiada por uma carteira majoritariamente pós-fixada e bem colateralizada.