O PCIP11 é um dos principais fundos imobiliários de papel da indústria e vem passando por um importante processo de reorganização conduzido pela Patria Investimentos.
Além da estratégia focada em CRIs high grade indexados à inflação, o fundo vem promovendo mudanças na composição da carteira, reduzindo exposições consideradas não estratégicas e estudando uma possível consolidação com outros fundos da casa.
Recentemente, realizamos uma live no canal do Funds Explorer com Vitor Martins, da Patria, para discutir essas mudanças e entender o que os investidores podem esperar para os próximos meses.
Com base na conversa e nas informações divulgadas pela gestão em relatório gerencial, organizamos os principais pontos em formato de perguntas e respostas. Vale lembrar que este conteúdo tem caráter exclusivamente informativo e não constitui recomendação de investimento.
Qual é a estratégia atual do PCIP11?
Segundo a gestão, o objetivo é posicionar o PCIP11 como o principal fundo high grade indexado ao IPCA da plataforma da Patria.
O foco está em uma carteira composta por CRIs com garantias imobiliárias robustas, elevada diversificação e perfil de risco mais conservador.
Atualmente, o fundo possui:
- Patrimônio líquido de aproximadamente R$ 1,6 bilhão;
- Mais de 113 mil cotistas;
- Cerca de 100 CRIs e 4 operações estruturadas na carteira;
- 91% dos ativos indexados ao IPCA.
A gestão também destacou que vem trabalhando para simplificar o portfólio, reduzindo posições menores e ativos que não se enquadram mais na estratégia principal do fundo.
Como funcionará a reorganização dos fundos da Patria?
Esse é provavelmente o tema que mais chamou atenção dos investidores.
Segundo a gestão, a ideia é criar uma estrutura mais simples, evitando que existam diversos fundos com estratégias muito parecidas competindo entre si.
Hoje, a Patria possui diferentes fundos focados em CRIs high grade indexados ao IPCA. A proposta em estudo envolve a consolidação do:
- PCIP11;
- VCJR11;
- RBRR11;
- RPRI11.
Segundo a gestão, a combinação desses fundos poderia resultar em um veículo com patrimônio próximo de R$ 5 bilhões.
De acordo com o relatório gerencial, a consolidação pode trazer benefícios como:
- Maior diversificação por setor e devedor;
- Ganhos de escala;
- Maior poder de negociação;
- Aumento da liquidez das cotas;
- Potencial redução de volatilidade;
- Otimização de custos operacionais.
A gestora informou que as análises seguem em andamento e que qualquer operação dependerá da aprovação dos cotistas em assembleia.
O que está mudando dentro da carteira do fundo?
Além da reorganização, a gestão vem promovendo uma reciclagem ativa da carteira.
Segundo o relatório gerencial, o fundo segue reduzindo posições consideradas pequenas ou menos aderentes à estratégia atual.
Entre as movimentações recentes estão:
- Venda de posições em alguns CRIs;
- Redução da exposição ao CYCR11;
- Resgates antecipados de operações da carteira;
- Diminuição gradual da exposição a fundos imobiliários.
Durante a live, Vitor Martins também destacou que a intenção é reduzir participações que não estejam alinhadas à estratégia principal de crédito high grade indexado ao IPCA.
O objetivo é tornar a carteira mais simples de acompanhar e mais alinhada ao posicionamento desejado para o fundo nos próximos anos.
Como estão os rendimentos e as reservas do PCIP11?
Outro ponto bastante discutido foi a política de distribuição de resultados.
Em abril, o fundo apresentou resultado distribuível de R$ 1,21 por cota, mas distribuiu R$ 0,89 por cota, aumentando sua reserva acumulada para R$ 1,00 por cota.
Segundo a gestão, essa reserva tem dois objetivos principais:
- Suportar eventuais ajustes na carteira;
- Preservar a estabilidade dos rendimentos ao longo do tempo.
Durante a live, Vitor Martins afirmou que a expectativa da gestora é utilizar parte desse resultado retido ao longo do tempo e que, caso o cenário atual se mantenha, existe a perspectiva de os rendimentos voltarem para um patamar superior a R$ 1,00 por cota a partir do segundo semestre.
