No dia 07 de maio de 2026, realizamos uma live no canal do Funds Explorer com Gerardo Azevedo, da Suno Asset, para discutir uma classe de ativos que vem ganhando cada vez mais espaço dentro da indústria de fundos imobiliários: os fundos multiestratégia.
Ao longo da conversa, falamos sobre a estratégia do SNME11, a consolidação com o SNFF11, a possível incorporação do KISU11, expectativa de rendimentos e os diferenciais desse modelo de gestão mais flexível.
Com base nessa conversa, organizamos os principais pontos em formato de perguntas e respostas. Vale lembrar que este conteúdo tem caráter exclusivamente informativo e não constitui recomendação de investimento.
1. Por que investir em fundos multiestratégia?
Segundo Gerardo, os fundos multiestratégia possuem dois grandes pilares:
- Diversificação;
- Gestão profissional.
A proposta desse tipo de fundo é permitir ao investidor acesso a diferentes estratégias imobiliárias dentro de um único veículo, incluindo:
- Crédito imobiliário;
- Fundos imobiliários;
- Ações ligadas ao seto;r
- Imóveis físicos;
- Operações estruturadas.
Além disso, o gestor consegue realizar operações mais complexas, como arbitragens, estruturas de long & short e movimentações táticas que muitas vezes seriam difíceis para o investidor pessoa física executar sozinho.
2. Qual é a estratégia do SNME11?
O SNME11 foi estruturado justamente para ter flexibilidade de alocação dentro do universo imobiliário.
Segundo a gestão, a ideia não é se prender a uma única classe de ativos, mas sim buscar as melhores oportunidades conforme o cenário econômico.
Hoje, a estratégia estrutural do fundo gira em torno de:
- Uma parcela em crédito para gerar previsibilidade de renda;
- Uma parcela em equity buscando maior valorização.
Dentro da parte de equity, o fundo pode investir em:
- FIIs;
- Ações;
- Imóveis físicos;
- Operações estruturadas.
A gestão destacou ainda que, em um cenário de possível queda de juros, faz sentido aumentar gradualmente a exposição a ativos com maior potencial de upside.
3. O SNME11 pretende aumentar posição em ações e imóveis físicos?
Sim. Segundo Gerardo, isso faz parte da estratégia de longo prazo do fundo.
No entanto, existe uma questão importante relacionada ao tamanho do patrimônio. Como o fundo ainda possuía um patrimônio menor em sua fase inicial, realizar grandes aquisições imobiliárias poderia gerar concentração excessiva da carteira.
Com o crescimento do patrimônio, a tendência é que o fundo ganhe mais flexibilidade para:
- Comprar imóveis diretamente;
- Aumentar participação em ações;
- Realizar operações mais robustas.
A gestão destacou que esse movimento já está no radar e tende a fazer mais sentido conforme o fundo ganha escala.
4. Como funcionam as consolidações do SNME11 com SNFF11 e KISU11?
A incorporação entre SNFF11 e SNME11 já foi aprovada em assembleia e representa um dos principais movimentos estratégicos da Suno Asset dentro do segmento multiestratégia.
Segundo a gestão, os principais benefícios seriam:
- Maior patrimônio líquido;
- Mais liquidez;
- Maior flexibilidade operacional;
- Carteira mais dinâmica.
Além disso, o SNME11 apresentou desempenho superior ao IFIX e também ao SNFF11 no período analisado pela gestão, muito em função da maior flexibilidade de alocação do modelo multiestratégia.
A gestão também destacou que um patrimônio maior permite acessar operações mais relevantes e reduzir limitações de concentração.
Além da incorporação do SNFF11, a gestão comentou também sobre a possível consolidação do KISU11 ao SNME11, processo que ainda depende de aprovação em assembleia pelos cotistas do KISU11.
Segundo Gerardo, caso aprovado, o SNME11 poderia ultrapassar a marca de R$ 900 milhões em patrimônio líquido, se consolidando como um dos principais fundos multiestratégia da indústria.
5. Qual é a expectativa de rendimentos e os riscos do SNME11?
Segundo Gerardo, o rendimento recorrente esperado após as consolidações deve girar entre R$ 0,085 e R$ 0,09 por cota, considerando a carteira imediatamente após a incorporação.
No entanto, a gestão destacou que o fundo possui uma carteira dinâmica, podendo aumentar esse patamar ao longo do tempo por meio de:
- Realocações;
- Novas operações;
- Aumento de exposição a crédito e imóveis.
Em relação aos riscos, o principal ponto destacado foi justamente o fato de o fundo estar exposto a diferentes classes de ativos.
Por outro lado, a gestão entende que essa diversificação ajuda a reduzir o risco consolidado da carteira, já que diferentes ativos tendem a reagir de formas distintas aos cenários econômicos.
Considerações finais
Os fundos multiestratégia vêm ganhando espaço dentro da indústria justamente por oferecerem maior flexibilidade de gestão e possibilidade de adaptação aos diferentes ciclos econômicos.
No caso do SNME11, a proposta da gestão é construir um veículo mais robusto, com maior patrimônio, mais liquidez e capacidade de investir em diferentes estratégias imobiliárias ao longo do tempo.
Reforçando: este conteúdo tem caráter exclusivamente informativo e não constitui recomendação de investimento.
