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Faz sentido investir no SNEL11?

6 dúvidas e respostas sobre o SNEL11!

Com o crescimento do SNEL11 e, principalmente, após a conclusão de sua última emissão de mais de R$ 600 milhões, é natural que surjam dúvidas recorrentes entre investidores que acompanham o fundo. Questões relacionadas à alavancagem, estratégia de aquisição, risco regulatório, precificação das cotas e potencial de crescimento passam a ganhar ainda mais relevância à medida que o fundo aumenta de tamanho e consolida sua presença no setor de energia renovável.

Pensando nisso, entrei em contato diretamente com a gestão do SNEL11 e reuni seis perguntas que refletem dúvidas comuns do mercado. A seguir, apresento as perguntas e as respostas oficiais da gestão, com o objetivo de esclarecer pontos importantes sobre a estrutura do fundo, sua estratégia atual e os principais riscos e oportunidades envolvidos. Como sempre, trata-se de um conteúdo informativo, para auxiliar o investidor no processo de estudo e entendimento do ativo.

1) Em relação ao CRI Portfólio Solar, que tinha como devedora a antiga NK Empreendimentos, o mesmo foi liquidado em outubro. Nesse sentido, como está a atual alavancagem do fundo?

R: O SNEL possuía o CRI como um ativo e não passivo, logo a liquidação do CRI não gerou qualquer mudança na alavancagem do fundo (o SNEL era investidor e não devedor).

2) Com essa nova emissão de mais de R$ 600 milhões de reais, serão/foram utilizadas trocas de cotas para a aquisição de ativos?

R: Conforme o prospecto da oferta, o foco da emissão é para aquisição de ativos operacionais ou pré-operacionais com mecanismos que protejam o fundo e deixem o risco de conclusão e comercialização com o vendedor.

3) A maioria dos ativos novos a serem adquiridos já estão conectados, correto? Caso bem sucedidas as operações, qual seria o percentual estimado do fundo que já estaria conectado?

R: O percentual depende do sucesso das aquisições e será atualizado publicamente conforme aquisições forem sendo divulgadas através de fatos relevantes, considerando os ativos comprados entre a 1ª e 3ª emissão, 89% do portfólio está conectado.

4) É possível divulgar uma estimativa de quantos ativos o fundo ficará, depois das aquisições?

R: O prospecto previa 37 ativos pós oferta (22 novos ativos), considerando que foi captado 622, é possível estimar como 659/622 x 22 como uma estimativa de número de novos ativos, porém o número real só será definido conforme as aquisições forem concretizadas.

5) Mesmo com um P/VP mais alto que 1, é ainda interessante investir no SNEL11?

R: Como falamos, o P/VP não reflete necessariamente o valor atual e justo, dado que alguns ativos estão marcados pelo Capex e não pelo “valor justo”, isso tanto para os ativos que foram feitas obras (2ª emissão), como para os ativos adquiridos na 3ª emissão (operacionais, mas que no nosso entendimento foram adquiridos abaixo dos patamares de mercado). Se tratando de ativos reais e geradores de caixa, o principal ponto que o investidor deve analisar é a capacidade e expectativa de geração de caixa dos ativos.

6) Quais os maiores riscos a gestão enxerga e qual o potencial de crescimento do fundo?

R: O mercado de GD está em fase de consolidação e pela eficiência fiscal e operacional do fundo, entendemos que o SNEL é um consolidador natural e tende a crescer e se beneficiar por sua eficiência. Além do crescimento da inflação energética superior ao IPCA e também maior demanda por energia limpa.

Setores regulados sempre estão expostos ao risco regulatório e no caso da GD temos riscos comerciais / de comercialização e de conexão (apenas para um ativo remanescente). A gestão atua ativamente na gestão para mitigar o risco de comercialização e está próxima de associações de setor para estar perto e participando de tratativas regulatórias do setor.

Considerações finais

As respostas da gestão ajudam a esclarecer aspectos relevantes sobre o momento atual do SNEL11, especialmente após a recente captação e o avanço do fundo como um dos principais veículos de energia renovável listados na B3. Fica evidente o foco em crescimento com proteção de risco, a preocupação com geração de caixa dos ativos e a atenção constante aos riscos regulatórios e operacionais inerentes ao setor de geração distribuída. Cabe ao investidor avaliar se essa tese faz sentido dentro de sua estratégia, perfil de risco e horizonte de investimento, sempre com base na leitura dos relatórios gerenciais e no acompanhamento contínuo das informações divulgadas pelo fundo. Como reforço final, este conteúdo tem caráter exclusivamente informativo e não constitui recomendação de investimento.

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