O EXES11 mantém a distribuição de R$ 0,13 por cota há 20 meses consecutivos e apresentou Dividend Yield (DY) acumulado de 17,13% nos 12 meses até agosto de 2026. O fundo imobiliário é focado principalmente em crédito imobiliário e busca oportunidades por meio de operações originadas e estruturadas pela própria gestora.
Segundo o relatório gerencial de agosto, o EXES11 encerrou o período com patrimônio líquido de aproximadamente R$ 135,7 milhões e retorno médio dos ativos investidos de IPCA + 9,95% e CDI + 4,52%.
Qual é o Dividend Yield do EXES11?
A distribuição referente a agosto foi de R$ 0,13 por cota, anunciada em 18 de setembro. Considerando a cota patrimonial do mês, o rendimento correspondeu a um DY mensal de 1,35%.
Nos últimos 12 meses, o Dividend Yield acumulado foi de 17,13%. Já o indicador anualizado chegou a 17,47%. O fundo também mantinha uma reserva de lucro de R$ 0,06 por cota, que pode contribuir para dar maior linearidade às distribuições.
O relatório apresenta ainda um levantamento elaborado pela gestora com 87 fundos imobiliários do segmento de recebíveis. Nessa comparação, que considera o rendimento sobre o patrimônio, e não sobre o preço de mercado da cota, o EXES11 ocupou a primeira posição em agosto, com DY patrimonial de 16,21%.
Como funciona a estratégia do fundo?
O EXES11 é classificado pela gestora como um fundo de crédito imobiliário middle grade e busca investir em ativos representados por classe única ou classe sênior. A estratégia prioriza operações de originação e estruturação própria.
Em agosto, o fundo tinha 19 ativos investidos em 10 segmentos, com maior exposição a operações de incorporação imobiliária, especialmente financiamento para conclusão de obras.
Entre os ativos-alvo, 34,73% estavam no segmento de incorporação. A carteira também apresentava exposição a FIAGROs, construção, empreendimentos educacionais, lajes comerciais e outros segmentos.
A diversificação geográfica incluía principalmente São Paulo, com 34,89% dos ativos-alvo, Minas Gerais, com 20,56%, e Bahia, com 14,91%. Segundo o relatório, 72% da originação dos ativos-alvo era própria.
Quais são os indicadores de risco da carteira?
O relatório informa que, entre os 12 projetos de financiamento para conclusão de obras, quatro já estavam concluídos e com o respectivo Habite-se emitido. Nos projetos ainda em obras, a evolução física média era de 46%.
Outro indicador apresentado é o Loan to Value (LTV), que relaciona o valor das garantias ao crédito concedido. Nenhum dos projetos tinha LTV acima de 70%, e a média ponderada da carteira era de aproximadamente 52%.
Esses números ajudam a compreender a estrutura das operações, mas não eliminam os riscos de crédito, de execução das obras ou de insuficiência das garantias.
Quais foram as movimentações recentes?
Em agosto, o EXES11 adquiriu o CRI NP 38, da Construtora Joama, remunerado a CDI + 5% ao ano. Os recursos seriam utilizados para concluir as obras de um empreendimento em Niterói (RJ).
O relatório também informa uma operação realizada em setembro: a aquisição do CRI Vivart – Moov América, remunerado a IPCA + 12,25% ao ano, com recursos destinados à conclusão de um empreendimento em Cuiabá (MT).
Além disso, havia R$ 425 milhões em ativos em estruturação, incluindo operações ligadas a loteamentos, incorporação residencial, shopping centers e galpões logísticos. O documento ressalta que essas operações ainda passavam por diligências e que sua alocação não era garantida.
O fundo anunciou uma nova emissão?
Sim. O fato relevante de 9 de outubro de 2026 aprovou a 6ª emissão de cotas, com montante inicial de aproximadamente R$ 250 milhões, podendo chegar a R$ 312,5 milhões com o lote adicional.
O preço de emissão foi estabelecido em R$ 9,62 por cota, acrescido de R$ 0,29 de taxa de distribuição, totalizando R$ 9,91 por cota na subscrição. Os recursos líquidos da oferta serão destinados a investimentos em ativos imobiliários, conforme a política do fundo.
O cronograma divulgado prevê data de corte para o direito de preferência em 15 de outubro e encerramento do exercício na B3 em 29 de outubro. As datas são estimadas e podem sofrer alterações, conforme o próprio documento.
Considerações finais
O EXES11 combina distribuições mensais estáveis, exposição a diferentes segmentos de crédito imobiliário e operações com remuneração atrelada ao IPCA ou ao CDI. Em agosto de 2026, o fundo registrou DY acumulado de 17,13% em 12 meses e anualizado de 17,47%, mantendo o pagamento de R$ 0,13 por cota pelo vigésimo mês consecutivo.
A análise, porém, não deve se limitar ao Dividend Yield. A estrutura das operações, as garantias, a evolução dos empreendimentos, a diversificação e os riscos de crédito também são aspectos relevantes para compreender o fundo.
Este conteúdo é informativo e não constitui recomendação de investimento. Os indicadores apresentados se referem aos períodos indicados nos documentos, e a rentabilidade passada não garante resultados futuros.
