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Fundos Imobiliários

5 fundos imobiliários atrelados à inflação para estudar.

Com a perspectiva de início de um ciclo de queda da taxa Selic, o mercado passa a olhar com mais atenção para os impactos secundários desse movimento. Um dos principais pontos é o risco de uma inflação mais persistente, especialmente em um cenário global ainda marcado por conflitos geopolíticos e incertezas econômicas.

Nesse contexto, ativos indexados à inflação tendem a ganhar relevância, já que possuem capacidade de repassar esse aumento de preços para seus rendimentos. Dentro do universo de fundos imobiliários, isso se reflete principalmente nos fundos de papel com exposição a CRIs indexados ao IPCA.

Neste artigo, vamos apresentar 5 fundos imobiliários majoritariamente atrelados à inflação, organizados do menor para o maior nível de exposição ao IPCA.

Vale lembrar que este conteúdo tem caráter exclusivamente informativo e não constitui recomendação de investimento.

SNCI11

O SNCI11 possui atualmente 48 ativos em carteira, com diversificação entre diferentes setores, como incorporação, energia, industrial e hospitalar. Em termos de exposição, o fundo tem maior concentração em incorporação (47%), seguido por energia (16%), além de manter cerca de 17% alocado em outros FIIs.

Em termos de tamanho, o fundo possui patrimônio líquido de aproximadamente R$ 409,4 milhões e liquidez média diária em torno de R$ 428 mil, o que já oferece um nível razoável de liquidez para o investidor.

Quanto aos rendimentos, o último pagamento foi de R$ 1,00 por cota, com um Dividend Yield de 12,99% nos últimos 12 meses.

Atualmente, cerca de 62% da carteira está indexada ao IPCA.

AFHI11

O AFHI11 apresenta exposição relevante aos setores de construção civil e varejo, com destaque para alguns de seus principais devedores, como Direcional (7,69%), Grupo Mateus (6,13%), Atacadão (4,54%), Assaí (4,53%) e MRV (4,37%).

O fundo possui patrimônio líquido de aproximadamente R$ 455,5 milhões e liquidez média diária próxima de R$ 624 mil.

Em relação aos rendimentos, o último pagamento foi de R$ 1,01 por cota, com Dividend Yield de 12,61% nos últimos 12 meses.

Hoje, o fundo possui cerca de 70,02% de sua carteira indexada ao IPCA.

VRTA11

O VRTA11 é um fundo de papel com exposição relevante ao setor de construção civil (27,45%), seguido por alimentos (10,59%) e por outros FIIs de papel (9,74%).

Em termos de tamanho, o fundo possui patrimônio líquido próximo de R$ 1,3 bilhão e liquidez média diária em torno de R$ 1,1 milhão, o que proporciona maior facilidade para entrada e saída de posição.

O fundo apresentou Dividend Yield de 13,06% e último rendimento de R$ 0,85 por cota.

Atualmente, cerca de 91% da carteira está indexada ao IPCA.

BTCI11

O BTCI11 possui uma carteira diversificada, com exposição a diferentes segmentos, como logístico, residencial, renda urbana, corporativo e shopping centers. Entre os principais destaques estão o setor logístico (42,5%), seguido por residencial (21,1%) e renda urbana (9,9%).

O fundo possui patrimônio líquido de aproximadamente R$ 1 bilhão e liquidez média diária próxima de R$ 1,5 milhão.

Em relação aos rendimentos, o último pagamento foi de R$ 0,09 por cota, com Dividend Yield de 12,40% nos últimos 12 meses.

Hoje, o fundo possui cerca de 95% de sua carteira indexada ao IPCA.

MCCI11

O MCCI11 apresenta exposição majoritária ao setor logístico (55%), seguido por residencial (17%) e comercial (16%), com concentração relevante no estado de São Paulo (cerca de 57%).

O fundo possui patrimônio líquido de aproximadamente R$ 1,6 bilhão e liquidez média diária de R$ 4,1 milhões, sendo um dos mais líquidos da lista.

Em termos de rendimentos, o último pagamento foi de R$ 1,00 por cota, com Dividend Yield de 12,33% nos últimos 12 meses.

Atualmente, cerca de 98% da carteira está indexada ao IPCA, sendo o fundo com maior exposição à inflação entre os analisados.

Considerações finais

Em um cenário de possível queda da taxa de juros, combinada com riscos inflacionários e incertezas globais, os fundos imobiliários atrelados ao IPCA podem ganhar maior relevância dentro da carteira do investidor.

No entanto, é importante destacar que não basta olhar apenas para o nível de indexação à inflação. A qualidade da carteira, o risco de crédito, a diversificação e a gestão do fundo são fatores fundamentais na análise.

Reforçando: este conteúdo tem caráter exclusivamente informativo e não constitui recomendação de investimento

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